Nas primeiras semanas como presidente do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques se juntou a outros ministros e começou a receber ações de propaganda eleitoral relacionadas às eleições de 2026. Ele agora faz parte do grupo de magistrados que pode ser sorteado para analisar o pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra uma pesquisa do instituto AtlasIntel. No dia 8 de outubro, Kassio suspendeu a divulgação desse levantamento, que havia sido divulgado em 19 de maio. Essa decisão liminar ainda vai passar pela análise dos demais ministros na sessão marcada para o dia seguinte.
Quando Kassio assumiu o TSE, o grupo responsável por analisar as questões de propaganda eleitoral estava incompleto, contando apenas com a ministra Estela Aranha. Em uma portaria de 22 de maio, ele incluiu o vice-presidente André Mendonça e a si mesmo entre os juízes auxiliares. Normalmente, ministros substitutos são designados para esses casos, mas em agosto de 2022, o então presidente Alexandre de Moraes fez um movimento pouco comum ao incluir a ministra Cármen Lúcia do STF nesse grupo, mostrando a relevância das decisões sobre propaganda eleitoral.
A análise inicial pode ser feita pelos juízes designados, que têm o poder de conceder liminares antes da decisão final do tribunal. Ao entrar com a ação contra a Atlas, a campanha de Flávio solicitou que o caso fosse enviado diretamente à presidência do TSE, destacando a urgência do pedido. Após a publicação da portaria que atualizou a composição do grupo, Kassio decidiu que o processo seria distribuído livremente entre os juízes.
Para quem deseja acompanhar as sessões do TSE ou acessar documentos relacionados, é possível visitar o site oficial do tribunal, onde estão disponíveis informações sobre a tramitação dos processos e canais de contato para denúncias. Os próximos passos incluem a análise do caso na sessão de terça-feira e possíveis audiências públicas sobre o tema.