A Comissão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) responsável pelo processo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi definiu para o dia 11 de junho a oitiva das duas vítimas que o acusam de importunação sexual. O ministro nega as acusações e, além das vítimas, 16 testemunhas indicadas pela defesa e pela acusação também serão ouvidas. A informação foi confirmada por advogados envolvidos no caso, que tramita em sigilo.
A defesa de Buzzi indicou 30 pessoas para depor e acredita que elas poderão esclarecer os fatos. Segundo a defesa, o grupo irá atuar de forma responsável, respeitando as instituições e os envolvidos. As acusações contra Buzzi surgiram em janeiro e envolvem uma jovem que se disse importunada em um banho de mar em Santa Catarina e uma funcionária terceirizada que trabalhava para ele. O ministro está afastado do cargo desde 10 de fevereiro, mas continua recebendo seu salário.
Em abril, o STJ decidiu abrir um processo disciplinar, e a votação foi unânime entre os magistrados presentes, embora algumas ponderações tenham sido feitas. Os ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva foram designados para a comissão, enquanto Humberto Martins e João Otávio de Noronha atuam como suplentes. No mesmo dia, o ministro Kassio Nunes Marques, relator do processo criminal, abriu um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a conduta de Buzzi, considerando que as declarações das vítimas e as provas apresentadas justificam a investigação.
Para acompanhar o andamento do processo, os interessados podem acessar o site do STJ, onde estão disponíveis informações e documentos relacionados. As próximas etapas incluem a continuidade da coleta de depoimentos e a deliberação sobre o caso, que poderá resultar em penalidades severas, incluindo a perda do cargo caso as infrações sejam confirmadas.