Nesta segunda-feira (1º), a Polícia Civil de São Paulo deu início a uma operação na sede da Go UP Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, que retrata a vida de Jair Bolsonaro. A ação acontece na casa de Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora, e também na sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, além do Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por ela. A operação foi autorizada pela Vara de Garantias do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e visa investigar um contrato entre o ICB e a gestão de Ricardo Nunes na Prefeitura de São Paulo, que envolve o fornecimento de Wi-Fi gratuito.
As investigações apuram possíveis irregularidades, como superfaturamento do contrato e desvio de recursos públicos para empresas associadas a Karina. Existe a suspeita de que parte do dinheiro da Prefeitura tenha sido direcionada para financiar a produção do filme. Durante a operação, os policiais estiveram na residência de Karina, localizada na Vila Brasilândia, e permaneciam em um de seus escritórios até as 9h. A Folha de S.Paulo noticiou que a polícia já havia solicitado à Justiça acesso a dados financeiros da produtora e de Karina.
A Prefeitura de São Paulo informou que, até o momento, não identificou irregularidades nos serviços prestados pelo ICB e que tomará as providências necessárias caso sejam encontradas. Karina, por sua vez, negou que o filme tenha recebido qualquer tipo de financiamento público ou privado brasileiro e afirmou que a contratação pela Prefeitura foi feita de forma regular, sem relação com “Dark Horse”.
As investigações estão em andamento, e a Polícia Federal também analisa se parte dos R$ 61 milhões repassados para o filme foi utilizada em gastos de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O documento da investigação menciona suspeitas de confusão patrimonial entre o instituto e a produtora, além da possível lavagem de valores desviados. Para mais informações sobre o andamento das investigações, os interessados podem acompanhar os canais oficiais da Polícia Civil e do TJ-SP.