Na última terça-feira (26), agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) realizaram uma varredura de rotina no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, e encontraram vestígios de um equipamento de escuta ambiental no gabinete do governador interino, Ricardo Couto. O governo declarou que o material era “aparentemente antigo e sem funcionalidade”. Couto, que também preside o Tribunal de Justiça, divide seu tempo entre os dois gabinetes enquanto a disputa pelo cargo de governador segue nos tribunais.
Atualmente, a situação do governo é complexa. O cargo de governador é objeto de um embate judicial no Supremo Tribunal Federal (STF), onde uma liminar mantém o desembargador Ricardo Couto no posto. Entretanto, o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), argumenta que deveria assumir o cargo, pois está à frente do desembargador na linha sucessória. Nesta quinta-feira (28), Ruas protocolou um novo pedido ao STF, solicitando a posse como governador estadual. O caso está aguardando a devolução da vista solicitada pelo ministro Flávio Dino.
Couto assumiu o governo em março deste ano, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL). Desde então, o estado ficou sem um vice-governador, já que Thiago Pampolha deixou o cargo no ano passado para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Além disso, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), estava afastado devido a uma investigação relacionada a um vazamento de informações.
Para quem deseja acompanhar a situação de perto, as sessões da Assembleia Legislativa são transmitidas online e é possível acessar documentos oficiais pelo site da instituição. O andamento do processo no STF e os próximos passos na disputa pelo governo devem ser monitorados, especialmente com a possibilidade de novas audiências e decisões nas próximas semanas.