Os Enhanced Games, também conhecidos como Jogos Turbinados, chamaram a atenção recentemente com uma proposta polêmica e questionável. O evento, que ocorreu em formato de competição no YouTube, teve como destaque o uso de substâncias proibidas por seus participantes. Durante a transmissão, gráficos mostraram os níveis de testosterona, hormônios de crescimento e outras substâncias em atletas, o que gerou um debate sobre ética no esporte. Com prêmios de até US$ 1,25 milhão, os organizadores incentivaram os competidores a se doparem, criando um ambiente que se distanciou do espírito olímpico.
Entre os 42 atletas, estava o nadador brasileiro Felipe Lima, de 41 anos, que não conseguiu levar o prêmio. As competições, que incluíram natação, atletismo e halterofilismo, mostraram um cenário amador, com uniformes sem bandeiras nacionais e uma plateia reduzida. Os apresentadores tentavam animar o evento, mas muitos se decepcionaram ao perceber que os recordes não foram quebrados, e alguns atletas que competiram limpos até se destacaram.
Um ponto interessante foi a presença do técnico Brett Hawke, conhecido por ajudar César Cielo a alcançar recordes mundiais no passado, agora treinando atletas dopados. Além disso, uma nadadora revelou ter sido alertada sobre os riscos à sua saúde. O grego Kristian Gkolomeev “quebrou” um recorde mundial nos 50m livre, mas a legitimidade de sua marca foi questionada, sendo que ele usou um traje tecnológico proibido.
Apesar das controvérsias, os Enhanced Games prometem retornar no próximo ano, acendendo um alerta sobre as condições em que muitos atletas vivem. A falta de suporte financeiro e médico em esportes menos populares foi um tema recorrente nas entrevistas, com atletas expressando que nunca haviam recebido tanto apoio em suas carreiras. A discussão sobre a premiação em dinheiro nos Jogos Olímpicos, iniciada pelo atletismo, se torna ainda mais relevante diante desse cenário.