Na última semana, em Washington, aliados do senador Flávio Bolsonaro, como o empresário Paulo Figueiredo e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, reforçaram junto ao governo dos Estados Unidos a proposta de sanções contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky. A informação foi confirmada por Figueiredo, que destacou que esse pedido foi uma iniciativa dele e de Eduardo, sem a participação de Flávio. Essa declaração surge após os EUA classificarem as facções PCC e CV como organizações terroristas, o que, segundo Figueiredo, dificulta a situação do governo Lula.
Figueiredo acredita que a decisão dos EUA foi um “gol” para o Brasil e um avanço político para a pré-campanha de Eduardo. Por outro lado, o governo Lula não vê a questão com bons olhos. O assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim, criticou a classificação das facções como terroristas e afirmou que a segurança pública deve ser uma prioridade no desenvolvimento do país. Ele ainda declarou que intervenções estrangeiras são inaceitáveis e ressaltou a importância da cooperação internacional em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas.
Figueiredo, que participou de reuniões com o presidente Donald Trump e outros diplomatas, afirmou que a defesa das sanções contra Moraes é uma pauta constante para ele e Eduardo. Flávio Bolsonaro, segundo Figueiredo, optou por não se envolver na discussão. Durante a CPAC, uma importante conferência conservadora nos EUA, Eduardo já havia mencionado a possibilidade de retomar as sanções, que haviam sido aplicadas brevemente no ano passado, mas revertidas em dezembro.
Para quem quiser acompanhar a tramitação do assunto ou se informar sobre as reuniões, é possível acessar os canais oficiais do governo e acompanhar as sessões do Congresso. As próximas etapas podem incluir novas discussões nas audiências públicas e a continuidade do monitoramento por parte dos órgãos competentes.