O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, decidiu nesta quinta-feira (28) não concorrer mais a uma vaga no Senado. A desistência acontece após ele ser alvo de duas operações da Polícia Federal em um intervalo de apenas 11 dias. Castro deve fazer um comunicado em suas redes sociais sobre sua decisão. Essa retirada foi influenciada por aliados do PL, que temiam que as investigações prejudicassem a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e seu apoio no estado, o deputado Douglas Ruas, presidente da Alerj.
As operações em questão investigam transferências de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência, o fundo de pensão dos servidores do Rio, para o Banco Master e outros fundos associados. A primeira operação também analisou a atuação de Castro em relação ao grupo Refit, vinculado ao empresário Ricardo Magro, que é acusado de sonegação. Conversas de Castro sobre jantares luxuosos e presentes caros tornaram sua situação ainda mais complicada, especialmente após uma semana em que alguns membros do PL estavam dispostos a mantê-lo na disputa, valorizando sua popularidade e conexões com prefeitos.
Para quem quer acompanhar a situação, as sessões da Alerj são transmitidas ao vivo, e os cidadãos podem acessar documentos e informações relevantes através do site oficial da Assembleia. Além disso, canais de denúncia estão disponíveis para quem deseja reportar irregularidades.
Agora, os próximos passos para o PL incluem reorganizar suas estratégias para a campanha, considerando as novas circunstâncias. Audiências públicas e discussões sobre a candidatura de outros nomes devem ocorrer em breve, enquanto a tramitação das investigações segue seu curso normal.