Recentemente, o PL (Partido Liberal) decidiu mudar sua estratégia em relação à PEC que altera a jornada de trabalho, após críticas ao modelo 6×1. O partido vai defender a escala 4×3, que propõe quatro dias de trabalho seguidos por três de folga, e quer reduzir a carga de 44 para 40 horas semanais sem período de transição. A votação na Câmara dos Deputados será nominal e, para que a PEC avance, a base do governo precisa reunir 308 votos a favor. Caso contrário, a redução da jornada será imediata após a promulgação.
A proposta, que surgiu de um acordo entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, prevê uma transição até 2027. Inicialmente, a redução seria de 44 para 42 horas semanais, com duas folgas remuneradas, e após um ano, a carga seria reduzida para 40 horas. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, planeja apresentar um requerimento para retirar o artigo que trata da transição e também para que a PEC original da deputada Erika Hilton, que garante três dias de folga, seja votada primeiro. Cavalcante argumenta que o PT terá que justificar a oposição à redução imediata da jornada.
Para quem quer acompanhar essas discussões, as sessões podem ser acompanhadas pela TV Câmara e pelo site oficial da Câmara dos Deputados. Além disso, canais de denúncia e contato com representantes estão disponíveis para que a população possa se manifestar sobre o assunto. Nos próximos dias, a expectativa é que a PEC passe por tramitação e novas audiências, enquanto os partidos se preparam para os embates no plenário. O PL, apesar de algumas divergências internas, decidiu apoiar a PEC, em resposta à pressão dos eleitores e ao receio de que um posicionamento contrário pudesse ser mal interpretado.