May 25, 2026
Política

Mulheres Negras Recomendadas por Entidades para o STF em 2026

  • maio 25, 2026
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O Senado Federal rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no STF que ficou aberta após a saída de Luís Roberto Barroso. A

Mulheres Negras Recomendadas por Entidades para o STF em 2026

O Senado Federal rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no STF que ficou aberta após a saída de Luís Roberto Barroso. A decisão, que gerou incertezas sobre quem assumirá o cargo, ocorreu em um momento em que movimentos sociais estão pressionando por uma indicação de uma mulher negra para a corte ainda nesta gestão. A oposição ao governo, por sua vez, sugere que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AM), não leve a votação um novo nome que venha a ser indicado por Lula.

Em resposta à rejeição de Messias, o presidente Lula poderia considerar reenviar seu nome, mas há uma regra no Senado que impede que uma mesma indicação seja avaliada mais de uma vez em um mesmo ano legislativo. Esse cenário é alarmante para as entidades que defendem a nomeação de uma jurista negra, um fato que, segundo elas, representaria uma mudança significativa nas escolhas do presidente. Uma pesquisa do Datafolha revelou que 51% da população considera importante a escolha de uma mulher para o STF, enquanto 46% acham que a indicação de uma pessoa negra é fundamental.

Movimentos como o Educafro têm sugerido nomes para a vaga, destacando a necessidade de diversidade no Supremo. A entidade enviou uma lista com 15 sugestões a Lula e pediu um encontro com as indicadas. Frei David, fundador da organização, criticou o silêncio do presidente sobre a questão e lembrou que o Brasil é signatário de convenções internacionais contra a discriminação racial. Para acompanhar as discussões e decisões sobre o STF, a população pode acessar as sessões do Senado online e se manter atualizada por meio dos canais oficiais.

Os próximos passos incluem a tramitação da indicação, com a possibilidade de novas audiências públicas e discussões no Senado, além de uma vigilância contínua por parte de entidades sociais sobre o processo.

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