Karina Ferreira da Gama, sócia-administradora da Go Up Entertainment, buscou recursos via Lei Rouanet para captar R$ 8,59 milhões para quatro eventos, incluindo a Marcha para Jesus. Os pedidos foram feitos pelo Instituto Conhecer Brasil, que ela preside. Contudo, até o momento, apenas o projeto “Rute – o Ballet” conseguiu arrecadar R$ 107 mil, um valor relativamente baixo em comparação ao total solicitado. A Lei Rouanet, que permite a captação de recursos privados com isenção de Imposto de Renda, tem sido objeto de debate, especialmente após comentários de Flávio Bolsonaro, que defendeu a busca por patrocínio privado para o filme “Dark Horse”, que retrata seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na quinta-feira (21), o presidente Lula defendeu a Lei Rouanet, afirmando que seu governo nunca buscou financiamento por meio da chamada “lei Daniel Vorcaro”, em referência às conversas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro. Karina Gama e o Instituto Conhecer Brasil foram procurados para comentar, mas não responderam. O instituto já tentou captar recursos entre 2015 e 2019, e o governo Bolsonaro chegou a aprovar um pedido significativo de R$ 5,9 milhões para shows da Marcha para Jesus. No entanto, com a pandemia, o prazo para captação foi estendido até 2022, mas o instituto não conseguiu arrecadar os fundos.
Além da Go Up, Karina também está ligada a outros projetos culturais que receberam verbas públicas. O Instituto Conhecer Brasil firmou um contrato com a Prefeitura de São Paulo para fornecer internet a comunidades de baixa renda e recebeu emendas parlamentares. A Polícia Federal investiga se parte do financiamento para “Dark Horse” foi usada para cobrir despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA, o que tem gerado polêmica. Flávio e Eduardo Bolsonaro negaram essa informação. Para acompanhar mais sobre o assunto, é possível acessar os canais oficiais da Assembleia Legislativa de Goiás e acompanhar as sessões e votações.