Um grande capítulo na história da corrupção no futebol internacional ganhou novos desdobramentos. No último fim de semana, Hugo Jinkis, de 81 anos, e seu filho Mariano Jinkis, de 51, desembarcaram voluntariamente em Nova York, após um longo período em que foram alvos de uma investigação sobre subornos na Fifa. Eles são acusados de pagar propinas a dirigentes de futebol na América Latina em troca de direitos de transmissão e marketing. A situação deles mudou drasticamente desde que a Argentina bloqueou suas extradições em 2016.
Na segunda-feira, os Jinkis iniciaram negociações com promotores federais no Brooklyn, buscando um possível acordo de delação. Essa informação foi confirmada pelo advogado de Mariano, Francisco Castex, e representa uma virada importante em um caso que já rendeu mais de 30 condenações e recuperou centenas de milhões de dólares. O caso ganhou notoriedade em 2015, quando várias figuras importantes do futebol foram presas em Zurique. Com a Copa do Mundo se aproximando, essas novas movimentações reacendem o debate sobre a corrupção na modalidade.
Além disso, denúncias recentes indicaram que dirigentes da Conmebol teriam se apropriado de mais de 5 milhões de dólares destinados ao desenvolvimento do futebol, levantando ainda mais questões sobre a transparência na administração do esporte. A próxima audiência, marcada para coincidir com o 11º aniversário das operações em Zurique, pode decidir o futuro das acusações contra outros réus no caso.
Para quem está acompanhando o caso, as próximas semanas prometem ser intensas. As audiências no tribunal e o desenrolar das negociações dos Jinkis podem trazer novas revelações. Fique ligado nas notícias para não perder nenhum detalhe sobre esse assunto que continua a impactar o mundo do futebol.