Na última semana, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão da pesquisa realizada pelo instituto Atlas/Bloomberg, alegando que a metodologia utilizada apresentava falhas. Especialistas ouvidos pela Folha consideraram esses argumentos frágeis e afirmaram não haver evidências de manipulação nos resultados. A pesquisa indicou que Flávio sofreu uma queda de seis pontos percentuais nas intenções de voto, ficando atrás do presidente Lula (PT) em um possível segundo turno, com 41,8% contra 48,9%.
A pré-campanha do PL argumentou que a pesquisa não apenas refletiu a opinião dos eleitores, mas também incluiu elementos que poderiam influenciar as respostas, como a ordem das perguntas. Entre os especialistas consultados, Antonio Lavareda, da Abrapel, e Raphael Nishimura, da Universidade de Michigan, concordaram que algumas questões poderiam ter sido formuladas de maneira mais clara. No entanto, Lavareda não considerou essas falhas como suficientemente graves para comprometer a pesquisa.
O levantamento foi realizado entre 13 e 18 de outubro e entrevistou 5.032 eleitores. Durante esse período, o índice de rejeição de Flávio aumentou de 49,8% para 52%, com uma margem de erro de 1 ponto percentual. O Atlas, por sua vez, defendeu a estrutura da pesquisa e afirmou que o formato utilizado é comum para garantir a integridade dos dados.
Para quem deseja acompanhar as discussões sobre o tema, é possível acessar as sessões do TSE e canais oficiais para denúncias. A próxima etapa envolve a tramitação do pedido de suspensão e a análise das críticas levantadas pela campanha de Flávio.