Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) ficou com uma vaga em aberto após a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, que ocorreu em outubro de 2025. O presidente Lula indicou Jorge Messias, advogado-geral da União, para ocupar a posição, mas sua escolha foi rejeitada pelo Senado, marcando um evento histórico, já que foi a primeira vez que um indicado por um presidente desde 1894 não foi aprovado. Uma pesquisa do Datafolha revelou que 59% da população não soube da rejeição de Messias. Entre os que ficaram cientes, 53% acreditam que isso enfraqueceu o governo.
A pesquisa também destacou que 51% dos entrevistados consideram importante que o próximo ministro do STF seja mulher, enquanto 46% acreditam que a pessoa indicada deva ser negra. Entre os eleitores que apoiam Lula, esses números sobem para 64% e 60%, respectivamente. Por outro lado, entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, esses percentuais caem para 41% e 35%. No geral, 85% das pessoas acham essencial que o indicado tenha um ótimo conhecimento jurídico, que é um requisito constitucional para se tornar ministro do STF.
Para acompanhar os desdobramentos sobre a nova indicação e outras questões relacionadas ao STF, o público pode acessar as sessões por meio de canais oficiais e denúncias. Os próximos passos envolvem a tramitação de uma nova indicação, que pode ocorrer em breve, já que, se a cadeira não for preenchida nesse mandato, o próximo presidente poderá indicar até quatro novos ministros para a corte.