O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa se filiou ao partido DC (Democracia Cristã) no início de abril, com a intenção de ser candidato à presidência da República. O partido, que é presidido pelo ex-deputado federal João Caldas, já havia tentado lançar o nome do ex-ministro Aldo Rebelo, mas a pré-candidatura não emplacou nas pesquisas. Ao ser questionado, Barbosa, de 71 anos, não comentou sobre sua nova empreitada. Ele foi relator do caso do mensalão e presidiu o STF por 11 anos, aposentando-se em 2014, e atualmente se dedica a prestar pareceres jurídicos.
O DC acredita que Barbosa pode ter uma receptividade diferente desta vez, especialmente após pesquisas qualitativas que mostraram uma identificação forte do ex-ministro com a bandeira da ética. Além disso, a proposta de incluir reformas no Judiciário, como regras para a conduta de ministros do STF e limites para benefícios, deve ser uma das principais pautas da campanha. O partido considera ainda que a trajetória de Barbosa, que veio de uma família humilde em Minas Gerais até se tornar presidente do STF, pode ser um diferencial nas eleições.
No entanto, a estrutura de campanha do DC é limitada, uma vez que é uma legenda pequena, com poucos recursos, sem tempo de TV e sem direito a participar de debates. O presidente do partido, João Caldas, já iniciou articulações com outros partidos para buscar alianças. O plano é que Barbosa se destaque nas próximas pesquisas, atraindo assim o interesse de potenciais aliados.
Para acompanhar as atualizações sobre a candidatura e outros tópicos políticos, os interessados podem acessar sites oficiais e ficar de olho em canais de notícias. A agenda de votação e audiências públicas também costuma ser divulgada em plataformas oficiais.