Mensagens divulgadas nesta quarta-feira (13) pelo site The Intercept Brasil trouxeram à tona cobranças de dinheiro feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, impactando sua pré-campanha à presidência. As conversas revelam que Flávio negociou a transferência de R$ 61 milhões para financiar “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre seu pai, Jair Bolsonaro. O valor total do acordo chegaria a US$ 24 milhões, algo em torno de R$ 134 milhões na época. Embora Flávio tenha reconhecido que pediu a verba, não há confirmação de que todos os recursos tenham sido realmente transferidos.
O filme “Dark Horse”, baseado em um roteiro do deputado federal Mario Frias (PL-SP), retrata os eventos após a facada que Jair Bolsonaro sofreu em 2018. O ator Jim Caviezel, que interpreta o presidente, afirmou que o longa deve estrear em 11 de setembro, mas essa data ainda não está oficialmente confirmada. Flávio, em nota, explicou que buscava patrocínio privado e ressaltou que não houve envolvimento de dinheiro público na produção. No entanto, a produtora Go Up Entertainment negou ter recebido qualquer quantia de Vorcaro, afirmando que o financiamento do filme vem exclusivamente de investidores estrangeiros.
A quantia de R$ 134 milhões para um filme é considerada excessiva. Para comparação, produções como “Ainda Estou Aqui”, que ganhou o Oscar de melhor filme internacional em 2025, teve um orçamento de R$ 45 milhões. O contato entre Flávio e Vorcaro foi facilitado pelo empresário Thiago Miranda em dezembro de 2024, e as mensagens indicam uma relação próxima entre eles. Apesar disso, Flávio havia negado qualquer ligação com o ex-banqueiro, mesmo após a Folha de S.Paulo revelar que seu número estava na agenda de Vorcaro.
Para acompanhar mais sobre essa situação, o público pode consultar o site do Senado e acompanhar as sessões ao vivo. Também é possível acessar documentos oficiais e fazer denúncias através dos canais de comunicação disponíveis. Os próximos passos envolvem a tramitação do caso e possíveis audiências públicas, mas ainda não há uma agenda definida para votação.