Nívia de Lima: Primeira Auxiliar Técnica da Série A do Campeonato Brasileiro
- maio 12, 2026
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No mês passado, Nívia de Lima, de 44 anos, fez história ao se tornar a primeira mulher a atuar como auxiliar técnica em uma partida da primeira divisão
No mês passado, Nívia de Lima, de 44 anos, fez história ao se tornar a primeira mulher a atuar como auxiliar técnica em uma partida da primeira divisão

No mês passado, Nívia de Lima, de 44 anos, fez história ao se tornar a primeira mulher a atuar como auxiliar técnica em uma partida da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O momento ocorreu durante o empate em 1 a 1 entre Chapecoense e Vitória, realizado na Arena Condá, em Chapecó. Em suas palavras, ela estava ali para aproveitar a experiência e agradecer ao clube pela confiança em seu trabalho. Nívia, que é de São Lourenço da Mata, em Pernambuco, sempre buscou tratar esse feito como algo natural, ressaltando que nunca foi julgada por ser mulher, mas sim pela sua competência.
No entanto, a profissional reconhece que essa realidade não é a mesma para todas as mulheres no futebol. Com uma carreira que começou em 2012 nas categorias de base da Chapecoense, Nívia enfrentou preconceitos e barreiras estruturais que ainda dificultam a inserção feminina, especialmente em times masculinos. Ela observou que, enquanto erros cometidos por homens são muitas vezes vistos como decisões equivocadas, os erros de mulheres acabam sendo associados ao gênero. Nívia já ouviu comentários desrespeitosos, como questionamentos sobre sua presença em campo.
Após sua experiência no Brasileiro, Nívia voltou a comandar a equipe sub-20 da Chapecoense, além de atuar como assistente no time alternativo que disputa a Copa Sul-Sudeste. Apesar dos desafios, dados da CBF mostram um aumento no número de mulheres se formando como treinadoras. Em 2019, apenas 62 mulheres participaram de cursos, número que saltou para 420 em 2021. A Fifa também está promovendo a presença feminina nas competições, exigindo que as equipes tenham ao menos duas mulheres no banco de reservas. Para Nívia, ainda há muito a ser feito para que mais mulheres ocupem espaços no futebol, incluindo as equipes masculinas.