Em Salé, perto de Rabat, jovens de 12 a 18 anos estão aproveitando uma mega academia de futebol que custou US$ 65 milhões (cerca de R$ 324 milhões). Com dormitórios, salas de aula e até suporte médico, essa estrutura faz parte de uma rede de mais de cem centros de formação em Marrocos. A ideia é expandir o acesso ao futebol de alto nível, mas a seleção dos 120 alunos é bem competitiva, com apenas algumas dezenas sendo escolhidas anualmente entre milhares de candidatos.
Esse investimento no esporte reflete uma estratégia do governo marroquino, que tem o futebol como prioridade desde os anos 2000. O professor Mahfoud Amara, especialista em governança esportiva, destaca a influência de Fouzi Lekjaa, presidente da Federação Marroquina de Futebol e ministro do Orçamento, na transformação do futebol como uma peça-chave na política do país. Segundo Amara, o foco está em infraestrutura, academias e desenvolvimento de talentos, preparando os jovens para se tornarem jogadores profissionais.
Marrocos já colhe frutos desse planejamento. Após duas décadas de reformas, o país voltou a se destacar, conquistando o título da Copa do Mundo Sub-20 em 2022, ao vencer a Argentina. A seleção principal também se prepara para a Copa do Mundo de 2026, onde enfrentará Brasil, Escócia e Haiti. Isso demonstra um contraste entre um país que, nos anos 90, enfrentou dificuldades em competições e agora busca se consolidar no cenário mundial.
Para quem quer acompanhar as próximas partidas, é bom ficar de olho nas transmissões e na tabela oficial da CBF. Marrocos tem um futuro promissor, investindo em infraestrutura e buscando se afirmar como uma potência no futebol africano, especialmente com a Copa do Mundo de 2030 a caminho, quando será coanfitrião ao lado de Espanha e Portugal.