June 1, 2026
Política

Acervo Etchegoyen solicita maior apuração do Estado sobre questões políticas – 05/05/2026

  • maio 5, 2026
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Recentemente, um acervo do coronel Cyro Etchegoyen, que foi responsável pela Casa da Morte, trouxe à tona informações que podem pressionar o Estado brasileiro a investigar crimes cometidos

Acervo Etchegoyen solicita maior apuração do Estado sobre questões políticas – 05/05/2026

Recentemente, um acervo do coronel Cyro Etchegoyen, que foi responsável pela Casa da Morte, trouxe à tona informações que podem pressionar o Estado brasileiro a investigar crimes cometidos durante a ditadura militar. Esses documentos, que somam cerca de 3.000 páginas e estavam em sigilo até a morte do coronel em 2012, revelam detalhes sobre a colaboração britânica na repressão e indicam novas vítimas de tortura. Historiadores afirmam que a abertura dos arquivos das Forças Armadas é fundamental para compreender melhor esses eventos.

Entre os documentos, está o “Relatório do Estágio de Informações na Inglaterra”, que descreve a visita de quatro militares brasileiros ao Reino Unido em 1970, onde aprenderam métodos de tortura. Segundo o historiador João Roberto Martins Filho, esses métodos, conhecidos como “Cinco Técnicas”, foram aplicados posteriormente no Brasil, e a documentação oferece uma visão detalhada sobre como essa parceria se deu. Apesar de os britânicos afirmarem que as técnicas não envolviam violência, relatos de vítimas contradizem essa afirmação.

Essas revelações levantam questões sobre a prática de roubos e abusos durante a ditadura. O professor Rodrigo Patto Sá Motta observou que muitos militares se envolviam em saques, levando itens de valor durante operações. Isso contrasta com a imagem idealizada que alguns ainda têm das Forças Armadas. Especialistas, como Lucas Pedretti, criticam a falta de um órgão permanente para investigar esses crimes, algo recomendado pela Comissão Nacional da Verdade.

Para quem quiser acompanhar as sessões e investigações sobre o tema, é possível acessar documentos e informações em sites oficiais relacionados à Comissão da Verdade. As discussões sobre o destino dos arquivos e a continuidade das investigações ainda estão em pauta, e novos passos poderão ser dados em audiências públicas e debates sobre a abertura desses registros.

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