A Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) ganhou um chamamento público do governo de Goiás para administrar um programa que visa inserir jovens no mercado de trabalho. A decisão ocorreu recentemente e vem em meio a uma situação delicada, já que o fundador da entidade, Adair de Freitas Meira, foi preso em uma operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC. A Renapsi declarou que não foi alvo da operação e que Meira não ocupa cargos atualmente na organização.
O programa, chamado Aprendiz do Futuro, é uma iniciativa do governo goiano que oferta 8.500 vagas e tem um contrato de cinco anos, com possibilidade de renovação por mais cinco. Ao longo de uma década, a expectativa é que o programa movimente cerca de R$ 2 bilhões. Esta ação, voltada para jovens em situação de vulnerabilidade, foi ampliada em 2025 e é considerada uma das principais propostas da gestão de Ronaldo Caiado (PSD), que renunciou ao cargo para concorrer à Presidência da República. O resultado do chamamento já foi homologado e o contrato está em vigor, mas enfrenta questionamentos judiciais por suspeitas de irregularidades no processo de seleção.
O governo de Goiás informou que não tem a responsabilidade de monitorar as finanças das empresas contratadas e que a escolha da Renapsi seguiu as normas legais. A administração garante que o programa está sob fiscalização constante e que a operação que prendeu Meira não está relacionada aos contratos com o governo. Para quem quiser acompanhar as sessões e decisões, é possível acessar informações através do site oficial do governo ou pelos canais de denúncia disponíveis. Os próximos passos incluem a tramitação do programa e a agenda de fiscalização contínua.