Na última sexta-feira (1º), Dia do Trabalho, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que é pré-candidato à presidência, fez declarações polêmicas sobre a possibilidade de crianças trabalharem no Brasil. Durante uma participação no podcast Inteligência Ltda, Zema criticou a ideia de que o trabalho prejudica a infância e citou o exemplo de crianças que trabalham nos Estados Unidos. Ele acredita que a proibição do trabalho infantil no Brasil é uma forma de “escravizar” as crianças, e defendeu que o trabalho pode ajudar a formar caráter e disciplina.
Zema, que começou a trabalhar aos 14 anos, argumentou que muitos jovens já estão no mercado informal, sem proteção, e que é preciso criar oportunidades de trabalho para adolescentes de forma segura e que não interfira na educação. Ele ressaltou que, embora a Constituição proíba trabalho para menores de 16 anos, a figura do menor aprendiz, a partir dos 14, já existe. O ex-governador também fez críticas ao abandono que muitos jovens enfrentam, sugerindo que, sem oportunidades, podem ser atraídos pelo crime.
A declaração gerou reações, como a do ministro Guilherme Boulos, que chamou a defesa do trabalho infantil de covardia e fez críticas ao posicionamento de Zema. O ex-governador é conhecido por suas falas controversas e, em um contexto de pré-campanha, tem intensificado suas aparições públicas. Atualmente, segundo pesquisa do Datafolha, Zema possui 4% das intenções de voto, posicionando-se abaixo de concorrentes como Lula e Flávio Bolsonaro. Apesar das críticas, Zema afirmou que pretende manter sua candidatura até o fim, embora a possibilidade de alianças no futuro não esteja descartada. Para mais informações sobre suas propostas e posicionamentos, é possível acompanhar suas redes sociais e o noticiário político.