O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência, Romeu Zema, fez uma série de declarações sobre a necessidade de reformar a seleção de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante um almoço em São Paulo, nesta quarta-feira (29). Zema criticou a escolha de indicados sem a devida qualificação e histórico jurídico, mencionando especificamente a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Ele propôs que os futuros ministros do STF tenham uma idade mínima de 60 anos, o que resultaria em um mandato de no máximo 15 anos, considerando a aposentadoria compulsória aos 75. Além disso, Zema sugeriu que as indicações sejam baseadas em uma lista tríplice, elaborada após consultas a entidades como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público Federal (MPF). Segundo ele, essa mudança garantiria que apenas candidatos com a devida qualificação fossem escolhidos.
Zema também comentou sobre a crise de imagem do STF, afirmando que em países com instituições sólidas, ministros já teriam saído em decorrência de problemas éticos. Ele criticou a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por não dar andamento a processos de impeachment contra ministros da corte. O pré-candidato se mostrou otimista quanto à renovação do Senado nas próximas eleições de outubro.
Para quem deseja acompanhar as discussões sobre a reforma do STF ou outros assuntos políticos, é possível acessar as sessões do Senado e da Câmara dos Deputados através dos sites oficiais. Além disso, canais de denúncia e informações sobre tramitações estão disponíveis para a população. A agenda de votação e eventos relacionados à reforma ainda será definida, e a fiscalização sobre esses processos é fundamental para garantir transparência.