Na última terça-feira (29), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que traz um reconhecimento importante para o futebol feminino no Brasil, a Lei Geral da Copa Feminina da FIFA 2027. Essa lei não só regulamenta os direitos e deveres da União e da FIFA para a realização do Mundial, como também prevê um prêmio de R$ 500 mil para cerca de 30 ex-jogadoras que participaram do Torneio Experimental da FIFA em 1988 e da primeira Copa Feminina em 1991, na China. O ministro do Esporte, Paulo Hernique Cordeiro, destacou que essa é uma forma de justiça histórica, valorizando as pioneiras que ajudaram a moldar o futebol feminino no país, mesmo em tempos de pouca visibilidade.
A relatora do projeto, deputada Gleisi Hoffmann, enfatizou a importância dessa medida, considerando que, por quase quatro décadas, o futebol foi proibido para mulheres no Brasil. Segundo ela, essa reparação é fundamental, especialmente em um momento democrático. A aprovação do projeto na Câmara agora segue para o Senado, onde deve ser discutido antes de ser sancionado pelo presidente.
Além de reconhecer as pioneiras, a proposta também traz mudanças significativas para a realização da Copa. Entre elas, a possibilidade de venda de bebidas alcoólicas nos estádios e a autorização para propagandas de bebidas durante as transmissões, algo que gerou bastante debate. O texto ainda propõe feriados nacionais nos dias de jogos da seleção e ajustes no calendário escolar para que as férias coincidam com o torneio, incentivando a participação da população.
Com a aprovação na Câmara, o futebol feminino ganha mais visibilidade e apoio, e as expectativas para o Mundial de 2027 aumentam. Fique de olho na agenda da seleção feminina e nos canais de transmissão para acompanhar as próximas partidas e eventos relacionados.