Na noite de 20 de abril de 2025, a Polícia Federal (PF) começou a investigar a entrada de cinco malas em São Paulo, que chegaram em um voo particular. A aeronave transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), além de outros políticos, como os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). O piloto da aeronave, que pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido por seu envolvimento em apostas online, teria passado pelo controle sem que as malas fossem inspecionadas adequadamente.
O voo chegou ao Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque, por volta das 21h. Após desembarcar, o piloto se dirigiu a uma área restrita e, em um momento posterior, voltou ao ponto de fiscalização com cinco malas adicionais, que não passaram pelo raio-X. O auditor fiscal responsável, Marco Antônio Canella, teve sua atuação questionada, já que ele foi indiciado anteriormente por corrupção e facilitação de contrabando. A PF considera que a situação exige apuração, mas não se sabe a quem pertencem as malas ou o que elas contêm.
Hugo Motta confirmou sua presença no voo, mas afirmou que seguiu todos os protocolos. A assessoria de Ciro Nogueira não se manifestou. Neste caso, a PF investiga possíveis crimes relacionados a contrabando e prevaricação. O inquérito, que começou na 1ª Vara Federal de Sorocaba, foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em março de 2026, e ainda está em tramitação. Para quem quiser acompanhar o andamento do caso, é possível acessar informações pelo site do STF e acompanhar as atualizações da Procuradoria-Geral da República (PGR).