Na noite de segunda-feira (27), Melqui Galvão, um dos treinadores mais conhecidos de jiu-jítsu do Brasil, foi preso em Manaus. Ele é acusado de crimes sexuais contra alunas menores de idade, incluindo estupro de vulnerável e importunação sexual. A prisão temporária, solicitada pela Justiça de São Paulo, foi motivada por uma denúncia de uma ex-aluna de 17 anos, que relatou abusos durante uma viagem para uma competição internacional. Durante a investigação, a polícia descobriu mais duas vítimas e encontrou evidências, como gravações de áudio e mensagens que indicam a prática criminosa.
Melqui, que também é servidor da Polícia Civil no Amazonas e atua como instrutor de defesa pessoal, teve seu afastamento imediato da corporação. A Polícia Civil do Amazonas informou que iniciou um procedimento administrativo para investigar a situação e garantiu que não tolera desvios de conduta. Após a repercussão da prisão, muitos praticantes de jiu-jítsu se manifestaram nas redes sociais, mostrando apoio às vítimas, enquanto Nicholas Meregali, tricampeão mundial, se posicionou de forma diferente, celebrando a prisão.
A CBJJE (Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Esportivo) também se pronunciou, reafirmando que não há espaço para abusos no esporte. A confederação afirmou que Melqui está afastado de todas as suas atividades e que está implementando ações para garantir um ambiente seguro e respeitoso no jiu-jítsu.
Melqui Galvão começou suas aulas de jiu-jítsu enquanto trabalhava como investigador da Polícia Civil, e ao longo dos anos, treinou atletas de destaque no esporte. A situação atual levanta questões importantes sobre a segurança e a ética dentro das práticas esportivas. O caso segue sob investigação, e a comunidade do jiu-jítsu aguarda desdobramentos.