Uma pesquisa recente do Estúdio Clarice revelou que 40% dos brasileiros não conseguem citar uma mulher em posição de poder. O estudo, que ouviu 2.036 pessoas em novembro de 2025, mostrou que, apesar de 96% dos entrevistados entenderem o que significa ter poder, apenas 10,1% mencionaram a primeira-dama Janja como referência. Outros nomes como a ministra Carmem Lúcia e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foram citados por 6,1% e 4,8%, respectivamente. A pesquisa também destacou uma discrepância nas percepções de igualdade entre gêneros: enquanto 68% dos homens acreditam que as oportunidades são as mesmas, só 53% das mulheres compartilham dessa visão.
Outro dado relevante é que quase 30% das mulheres entrevistadas relataram sentir que duvidam de suas capacidades, o que gera uma sensação de impotência. Além disso, 34% dos homens e 21% das mulheres acreditam que o lugar da mulher já é reconhecido na sociedade. A pesquisa também abordou questões raciais, revelando que 39% das mulheres negras se sentem pressionadas a esconder partes do corpo para evitar julgamentos, em comparação com 28% das mulheres brancas.
O lançamento da pesquisa aconteceu em um evento no Rio de Janeiro, com a participação das fundadoras do Estúdio Clarice, Mariana Ribeiro e Beatriz Della Costa Pedreira. Elas destacaram a importância de refletir sobre o que realmente significa ter poder e a necessidade de mais mulheres ocupando espaços de decisão. A proposta do Estúdio Clarice é não apenas promover políticas públicas, mas também transformar a cultura e as narrativas sobre o poder feminino.
Para acompanhar mais sobre o tema e as discussões em torno do poder feminino, você pode visitar o site do Estúdio Clarice e as redes sociais relacionadas. A iniciativa também planeja divulgar perfis de algumas mulheres influentes entrevistadas, trazendo à tona experiências e vozes que merecem ser ouvidas.