Na última semana, o clima entre os apoiadores do bolsonarismo esquentou. Nikolas Ferreira se afastou do grupo mais próximo de Jair Bolsonaro, criticando até mesmo Jair Renan, filho do ex-presidente. Essa ruptura, que vem se formando há meses, expôs a tensão que já existe no grupo há mais de um ano. Desde o início de 2025, a ascensão de Nikolas como uma figura com base própria gerou desentendimentos, especialmente após a movimentação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, que desgastou as relações dentro do núcleo ideológico. A disputa entre Carlos Bolsonaro e Carol De Toni pelo Senado em Santa Catarina também deixou claro que alguns aliados, como Michelle e Nikolas, atuam fora da influência direta da família.
Dados de monitoramento mostram que a divisão é evidente em mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp, com Flávio Bolsonaro apresentando uma aprovação equilibrada de 50%, enquanto Nikolas enfrenta uma rejeição de 68%, com a maior parte dessa insatisfação vindo de aliados da direita. Mensagens em grupos destacam a falta de apoio entre Nikolas e Flávio, sugerindo que o silêncio de Nikolas em relação a Flávio é uma estratégia para construir sua própria imagem política.
Além disso, Romeu Zema tem ganhado popularidade, alcançando 53% de aprovação, o que o coloca como um concorrente forte no campo conservador. A crescente menção a Zema, que antes era visto como um candidato regional, reflete uma nova dinâmica. Ele tem se posicionado de forma mais combativa em relação a temas polêmicos, como o STF, o que contrasta com a postura de Flávio. Essa situação pode abrir espaço para que o núcleo dissidente do bolsonarismo apoie Zema em pautas específicas, testando a viabilidade de uma agenda conservadora sem a influência direta da família Bolsonaro.
Os próximos meses são cruciais, com as eleições se aproximando. O descontentamento interno pode enfraquecer ainda mais a candidatura de Flávio, dificultando a mobilização de apoio significativo. Para quem deseja acompanhar esses desdobramentos, a sessão plenária da Assembleia Legislativa de Goiás é um bom ponto de partida, com transmissões ao vivo disponíveis online e canais para denúncias e interação com representantes.