Nas eleições de 2026, cinco dos sete candidatos que terminaram em terceiro lugar nas últimas 36 disputas presidenciais no Brasil devem focar em eleições regionais. Entre eles, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) são pré-candidatas ao Senado em São Paulo, enquanto Ciro Gomes (PSDB) mira o governo do Ceará. Heloísa Helena (Rede) e Anthony Garotinho (Republicanos) também planejam concorrer a deputados federais no Rio de Janeiro. Historicamente, candidatos que ficaram em terceiro lugar nas eleições presidenciais não conseguiram se eleger novamente para a presidência. Por exemplo, Leonel Brizola (PDT) se tornou governador do Rio de Janeiro após a eleição de 1989 e Enéas Carneiro (Prona) foi o deputado federal mais votado em 2002.
Essas movimentações refletem um cenário político marcado pela polarização, que se intensificou desde os anos 1990. Segundo a cientista política Luciana Santana, muitos políticos têm aceitado essa polarização, levando o eleitor a optar pelo voto útil na reta final. Renato Meirelles, do Instituto Locomotiva, complementa que a ideia de uma terceira via é desejada, mas difícil de se concretizar nas urnas, devido à falta de votos suficientes.
Para quem quer acompanhar as próximas movimentações, as sessões podem ser acompanhadas pela TV Assembleia e por redes sociais dos partidos. Canais de denúncia e informações sobre documentos oficiais estão disponíveis nos sites das instituições eleitorais. O cenário para 2026 mostra uma nova corrida entre figuras como Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com pesquisas de intenção de voto já apontando uma clara polarização, onde candidatos que tentam se projetar como terceira via, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), ainda aparecem em patamares bem inferiores. As próximas etapas incluem debates, audiências públicas e a tramitação das candidaturas nos partidos, além das movimentações em torno das coligações.