A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu manter a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília). A medida foi determinada na semana passada pelo ministro André Mendonça, e os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o relator na votação, que acontece em plenário virtual e vai até sexta-feira, 24. Gilmar Mendes ainda precisa votar, enquanto Dias Toffoli se declarou suspeito para participar do processo devido a questões relacionadas à sua família e ao Banco Master.
Mendonça reafirmou que a prisão é essencial para manter a ordem econômica e assegurar a aplicação da lei. Costa está sendo investigado na operação Compliance Zero, que investiga irregularidades na compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro, que também está detido e está em negociação para um acordo de delação premiada. O ex-presidente do BRB enfrenta acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com suspeitas de ter ocultado seis imóveis recebidos como propina, avaliados em R$ 146,5 milhões. Desses, cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido pagos.
Após o início do julgamento, Costa decidiu trocar sua equipe de defesa, o que pode indicar sua intenção de firmar um acordo de colaboração premiada. Ele foi defendido anteriormente por Cléber Lopes, próximo ao ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e agora será representado pelos advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino. A mudança foi oficializada na quarta-feira, 22, mas Aragão ainda não confirmou se Costa realmente vai assinar um acordo de colaboração.
Para quem quer acompanhar as sessões do STF, é possível acessar o site oficial do tribunal, onde estão disponíveis documentos e informações sobre o andamento dos processos. Fique atento às atualizações sobre a tramitação e possíveis audiências públicas relacionadas a este caso.