Recentemente, o ministro aposentado do STF, Celso de Mello, destacou a criação de um código de ética para o tribunal, em uma conversa exclusiva sobre o tema. O presidente do STF, Edson Fachin, designou a ministra Cármen Lúcia como responsável pela relatoria da proposta. Mello enfatizou que essa iniciativa não será apenas uma formalidade, mas sim um compromisso sólido com padrões de integridade, o que pode aumentar a confiança do público na Justiça.
Mello apontou que a adoção desse código pode ajudar a preservar a dignidade institucional do Supremo e reafirmar a importância da conduta dos magistrados. Ele lembrou que a credibilidade da Justiça está diretamente ligada ao comportamento exemplar dos juízes. A proposta surge em um contexto onde críticos, como Alfredo Attié, presidente da APD, observam que o Judiciário tem se afastado de questões sociais relevantes. Attié menciona que, em suas aulas, percebe como o Judiciário muitas vezes ignora as preocupações reais da sociedade e se concentra em privilégios.
Por outro lado, existem exceções notáveis, como as ministras Rosa Weber e Cármen Lúcia, que têm atuado ativamente em comunidades vulneráveis, como as indígenas, levando a Constituição em língua nheengatu e visitando presídios. Essas ações mostram que ainda é possível corrigir falhas e aproximar o Judiciário das necessidades da população.
Para acompanhar as discussões e decisões sobre esse código de ética, os cidadãos podem acessar as sessões do STF online e ficar atentos aos canais de comunicação do tribunal. Em breve, espera-se uma agenda de audiências públicas e tramitações relacionadas ao tema, o que pode proporcionar uma oportunidade para a sociedade se envolver mais ativamente nas questões judiciais.