O desembargador Ricardo Couto está há um mês acumulando os cargos de governador interino e presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Essa situação começou a gerar desconforto entre políticos que não estão satisfeitos com os cortes na administração do Palácio Guanabara, enquanto a oposição ao ex-governador Cláudio Castro (PL) tem mostrado apoio a Couto. Ele tem atuado no Tribunal de Justiça, utilizando magistrados para discutir questões do Executivo, mas evita se envolver em processos políticos. Couto assumiu a governança após a renúncia de Castro e, em seu único pronunciamento como governador, se definiu como um nome temporário, sem certeza de quanto tempo permaneceria no cargo.
Na prática, sua gestão já promoveu uma exoneração em massa de 1.107 servidores comissionados, segundo dados do Diário Oficial. As demissões foram justificadas pelo governo como necessárias devido a “inconsistências funcionais”. A maioria das exonerações ocorreu nas secretarias de Governo e Casa Civil. Couto também suspendeu novas contratações nas pastas de Infraestrutura, Obras e Cidades e começou uma auditoria nos contratos do estado. Essas ações geraram reclamações entre aliados de Castro, alegando que pessoas que realmente trabalhavam foram demitidas. Apesar das queixas, deputados da oposição elogiaram Couto, que se reuniu com parlamentares para discutir temas como segurança e educação.
Para acompanhar as decisões e ações do governo, os cidadãos podem acessar o site oficial do governo do estado, onde estão disponíveis documentos e informações sobre as reuniões. Quanto aos próximos passos, a discussão sobre a permanência de Couto no cargo ainda está pendente no Supremo Tribunal Federal, que deve retomar o julgamento em breve. O resultado poderá definir se ele continuará governando até dezembro de 2026 ou se uma nova eleição será convocada.