April 20, 2026
Política

PSOL busca impedir a exibição de documentário em creche de São Paulo

  • abril 19, 2026
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Os vereadores Celso Giannazi e os deputados Luciene Cavalcante e Carlos Giannazi, do PSOL, protocolaram uma representação no Ministério Público de São Paulo contra a gestão do prefeito

PSOL busca impedir a exibição de documentário em creche de São Paulo

Os vereadores Celso Giannazi e os deputados Luciene Cavalcante e Carlos Giannazi, do PSOL, protocolaram uma representação no Ministério Público de São Paulo contra a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) por conta de um documentário polêmico. A produção, feita pela Brasil Paralelo, foi autorizada pela prefeitura e filmada na Emei Patrícia Galvão, uma escola municipal. O documentário, intitulado “Pedagogia do Abandono”, gera controvérsia ao afirmar que as creches promovem “ideologia de gênero” e criticam a qualidade do ensino. Pais de alunos estão se mobilizando para barrar o lançamento, alegando que não foram informados sobre a gravação.

Na representação, os parlamentares pedem ao Ministério Público que adote medidas urgentes para impedir a exibição do documentário e solicitem acesso completo ao processo administrativo da prefeitura, além da documentação que autorizou as filmagens. Eles argumentam que a falta de transparência sobre a participação da Brasil Paralelo e o conteúdo do filme não é apenas um mal-entendido, mas uma tentativa de ocultar informações que poderiam gerar resistência entre os pais e educadores.

A Brasil Paralelo, conhecida por sua perspectiva conservadora e por outros trabalhos como “Pátria Educadora”, não foi contatada pela equipe de reportagem até o fechamento deste texto. A gestão de Nunes defendeu a autorização das gravações, afirmando que a responsabilidade pela legalidade, como uso de imagem e participação de menores, é totalmente dos produtores. O governo não esclareceu se tinha conhecimento sobre o conteúdo do documentário.

Para quem acompanha o caso, é possível acessar as sessões da Câmara Municipal e acompanhar as discussões sobre o tema. Além disso, canais de denúncia estão disponíveis para que a população possa expressar suas preocupações. O próximo passo será a análise da representação pelo Ministério Público e a definição de audiências públicas para discutir a questão.

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