Na quarta-feira, 15 de novembro, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 68 reivindicações de líderes sindicais durante a “marcha da classe trabalhadora” na Esplanada dos Ministérios. O encontro aconteceu logo após o envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei que propõe a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1. Lula enfatizou a importância da mobilização dos trabalhadores para a aprovação da proposta, destacando que o cenário atual é desafiador e que a pressão dos sindicatos é fundamental.
Durante o evento, Lula homenageou Rick Azevedo, um ativista que criou o movimento Vida Além do Trabalho, que inspirou o projeto de redução da jornada. Azevedo compartilhou sua experiência com burnout e depressão devido ao excesso de trabalho, fato que o levou a viralizar um vídeo no TikTok, denunciando a carga de trabalho excessiva. O presidente também criticou reformas anteriores, como as de 2017 e 2019, que, segundo ele, prejudicaram os trabalhadores e tornaram a luta sindical mais difícil.
Líderes sindicais como Adilson Araújo, presidente da CTB, e Miguel Torres, da Força Sindical, celebraram a proposta de redução da jornada, acreditando que poderia gerar até 4 milhões de empregos e proporcionar mais tempo para a família e cuidados pessoais. Além disso, Clemente Ganz, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, ressaltou que as reivindicações apresentadas estão voltadas para os próximos cinco anos e refletem as transformações no mercado de trabalho, impulsionadas por tecnologia e mudanças climáticas.
Para quem deseja acompanhar o processo legislativo, é possível acessar informações sobre a tramitação das propostas através do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil. O próximo passo inclui a análise da proposta no Congresso e possíveis audiências públicas para discutir as reivindicações.