O PT está discutindo um novo programa político que pode ser aprovado durante o congresso do partido, que acontece entre os dias 23 e 26 de abril em Brasília. O documento, que foi elaborado por uma comissão coordenada pelo ex-ministro José Dirceu, propõe mudanças no regime fiscal atual, considerado por eles como “restritivo”, e sugere alterações no funcionamento do Banco Central (BC), além de uma revisão das metas de inflação.
Segundo o texto, o partido busca aumentar a capacidade de investimento da economia para elevar o PIB a mais de 5%. A proposta critica as regras atuais, que, na visão do PT, limitam os investimentos necessários para o desenvolvimento do país. Embora não mencione diretamente o arcabouço fiscal criado pela gestão de Fernando Haddad, o documento defende sua revisão, apontando a necessidade de um novo arranjo institucional que permita um equilíbrio entre investimento público e responsabilidade macroeconômica.
O programa também sugere mudanças na autonomia do Banco Central, que foi estabelecida durante o governo Jair Bolsonaro. Em vez de revogar essa autonomia, a proposta é alinhar os mandatos do presidente da República e do BC, o que poderia facilitar a coordenação entre as políticas monetária, fiscal e de desenvolvimento. Além disso, o PT quer redefinir os objetivos do BC, incluindo metas de crescimento e emprego ao lado do controle da inflação.
Para quem quer acompanhar as discussões e decisões, as sessões do congresso serão abertas ao público, e é possível encontrar informações mais detalhadas através dos canais oficiais do PT. Em relação aos próximos passos, o documento ainda passará por emendas antes da aprovação, e sua influência poderá ser significativa em uma eventual nova gestão do presidente Lula.