Em abril, a pressão sobre o Congresso Nacional aumenta, especialmente com as eleições se aproximando. O governo de Lula está correndo contra o tempo para aprovar uma proposta que visa acabar com a escala de trabalho 6×1, obrigando as empresas a oferecer pelo menos dois dias de descanso por semana. Além disso, a jornada de trabalho passaria a ser de 40 horas semanais, sem redução salarial. As empresas, no entanto, se mostram contrárias à mudança, alegando que isso poderia aumentar o desemprego e elevar custos, refletindo em preços e inflação.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, também está engajado na questão e gostaria de aprovar a mudança até maio, próximo ao Dia do Trabalhador. Porém, surgiu uma disputa sobre quem lidera a proposta. Motta quer priorizar uma emenda constitucional que já está em tramitação, enquanto Lula decidiu apresentar um novo projeto de lei em regime de urgência. O governo argumenta que um projeto de lei exige menos votos para ser aprovado do que uma emenda, aumentando as chances de passar antes que a campanha eleitoral comece a esquentar.
Além disso, essa manobra do governo também se relaciona com o controle sobre o texto final. Um projeto de lei precisa da sanção do presidente, enquanto uma emenda constitucional é promulgada pelo Congresso. Isso dá a Lula a oportunidade de vetar itens que não concordar, o que poderia lhe garantir a narrativa de que ele foi o responsável pela mudança na legislação trabalhista. Para quem quer acompanhar a tramitação desse assunto, é possível acessar as sessões do Congresso e relatórios pela internet, além de canais de denúncia e contato oficial disponíveis nos sites governamentais. O próximo passo envolve as discussões e possíveis audiências públicas sobre a proposta nos próximos dias.