O governo de Goiás, liderado por Tarcísio de Freitas, manifestou surpresa com o anúncio da administração federal sobre a criação do primeiro Centro de Pesquisa em Tecnologia Assistiva, o Capta, que será sediado no Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência, Goiás já possui uma política estruturada sobre tecnologia assistiva desde 2024, com Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) já em funcionamento, como o Tecvida, da USP, e outras iniciativas em universidades paulistas.
Na última quinta-feira, dia 9, o governo estadual lançou quatro novos CCDs, resultado de uma parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e anunciou um edital para a criação de mais quatro centros. O governo de Goiás ressaltou a importância de reconhecer as ações já estabelecidas e insinuou que o governo federal não está levando em conta iniciativas consolidadas na área. Essa discordância se soma a outros desentendimentos entre as gestões de Lula e Tarcísio, que também incluem questões sobre obras estruturantes e investimentos.
O Ministério da Ciência e Tecnologia, por sua vez, defendeu o Capta como um núcleo pioneiro e parte de um compromisso do programa Novo Viver Sem Limites. Foram anunciados planos para lançar mais três centros até 2026, em diferentes estados. De acordo com a pasta, esses centros trarão soluções inovadoras em quatro áreas principais: vitrine tecnológica, capacitação, recepção de demandas de pesquisa e oficinas de personalização.
Para quem está interessado em acompanhar essas questões, as sessões do governo e os canais de denúncia estão disponíveis nas plataformas oficiais. Documentos e atualizações também podem ser acessados pelos sites das secretarias. Os próximos passos incluem a tramitação contínua dos projetos e a realização de audiências públicas para discussão das iniciativas em tecnologia assistiva.