Na última quarta-feira (15), o ministro Gilmar Mendes, do STF, respondeu ao ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo). Isso aconteceu após Zema pedir a prisão dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, em uma postagem no X (antigo Twitter). Gilmar Mendes lembrou que Zema já havia se beneficiado de decisões do STF que suspenderam o pagamento da dívida de Minas com a União, que, em maio, estava em torno de R$ 165 bilhões. Ele destacou que, sem o apoio do tribunal, o governo de Minas poderia ter enfrentado uma crise fiscal séria, afetando serviços públicos.
Gilmar também comentou a postura de Zema, afirmando que a mesma pessoa que critica o STF já recorreu a ele várias vezes para evitar pagamentos bilionários. Em fevereiro, por exemplo, o ministro Kassio Nunes Marques atendeu a um pedido do governo mineiro e suspendeu uma ação sobre a dívida por seis meses. Mendes ressaltou que a legitimidade do STF é reconhecida quando atende interesses, mas que a situação muda quando decisões contrariam interesses políticos.
Recentemente, Zema se referiu ao STF como um exemplo de “podridão” e sugeriu o impeachment de pelo menos dois ministros, ligando-os a um escândalo envolvendo o banco Master. Para quem quer acompanhar de perto as discussões e decisões do STF, é possível acessar documentos e informações no site oficial do tribunal. Acompanhar as sessões e canais de denúncia também é importante para se manter informado sobre a atuação do Judiciário.
Os próximos passos incluem a tramitação de processos relacionados à dívida de Minas e possíveis audiências públicas, além de uma agenda de votação que pode impactar a situação financeira do estado.