José Guimarães (PT-CE) assume, nesta terça-feira (14), a Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula com o objetivo de aprimorar a articulação política e reorganizar as forças no Planalto. O novo ministro, que já foi deputado federal por cinco mandatos, recebe o apoio de líderes do centrão, que apreciam sua experiência e capacidade de cumprir acordos, especialmente no contexto em que substitui Gleisi Hoffmann (PT). A saída de Rui Costa (PT), que deixou a Casa Civil para concorrer ao Senado na Bahia, é vista como uma oportunidade para Guimarães ter mais influência.
Nos últimos dias, a relação entre o governo e o Legislativo enfrentou tensões, especialmente em relação a duas decisões recentes. A primeira diz respeito ao projeto de regulamentação dos aplicativos, que, após mudanças propostas pelo relator Augusto Coutinho (Republicanos-PE), gerou descontentamento no Planalto. O governo defendia uma taxa mínima de R$ 10, mas a nova versão do projeto a derrubou, o que poderia prejudicar a imagem de Lula entre entregadores. Na segunda questão, a proposta para acabar com a escala de trabalho 6×1 foi enviada com urgência, mas encontrou resistência entre parlamentares, levando o presidente da Câmara a optar por uma tramitação mais lenta.
Para acompanhar as sessões e decisões do Legislativo, os cidadãos podem acessar o site da Câmara dos Deputados e do Senado, onde também estão disponíveis canais para denúncias e contatos oficiais. Guimarães terá como desafios iniciais estabelecer um diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e articular a votação da indicação de Jorge Messias ao STF, além de alinhar os interesses do governo com as demandas do Congresso. Essa mudança de estratégia política de Lula, que agora busca um ministro mais próximo do Legislativo, pode impactar a dinâmica das relações no governo.