Na última semana, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, fortaleceu as negociações para formar uma aliança com o centrão. Ele está perto de contar com o apoio da federação União Progressista, que reúne os partidos União Brasil e PP. Segundo os presidentes dessas siglas, a adesão depende de Flávio adotar um discurso mais moderado, afastando-se de posições radicais que marcaram seu passado político.
Os líderes partidários afirmaram que a expectativa é que a aliança seja formalizada até o fim de maio. Isso dará tempo para resolver impasses em alguns estados e avaliar a moderação do discurso de Flávio, além de sua viabilidade nas eleições. Pessoas próximas ao senador acreditam que a união será natural se ele continuar avançando nas pesquisas, especialmente após um levantamento do Datafolha que o mostrou à frente de Lula (PT) em um cenário de segundo turno. Essa perspectiva de vitória pode incentivar os partidos a se unirem mais cedo, buscando garantir espaços em um possível governo.
A aliança com a União Progressista é estratégica, pois pode ampliar o tempo de propaganda eleitoral de Flávio. No cenário atual, Lula já conta com 46% do tempo, enquanto Flávio teria 37% apenas com o PL. Com o apoio do União Brasil e do PP, esse percentual poderia aumentar significativamente. Além do tempo de TV, essa união também daria a Flávio uma base eleitoral mais sólida, especialmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, onde as siglas têm forte presença.
Atualmente, Flávio enfrenta dificuldades em firmar parcerias com outras siglas do centrão, como o Republicanos e o PSD. As conversas não têm avançado, e a tendência é que essas legendas adotem uma postura neutra nas eleições. O caminho para uma aliança mais ampla pode ficar reservado para um eventual segundo turno, caso a disputa se acirre entre Flávio e Lula.