A Anistia Internacional fez um alerta sobre os riscos que torcedores e populações podem enfrentar durante a Copa do Mundo de 2026, que será realizada em parte nos Estados Unidos. Segundo a ONG, o cenário atual no país é preocupante, com uma “crise de direitos humanos” destacada por políticas de imigração severas e detenções arbitrárias. O comunicado, que acompanha o relatório “A Humanidade deve triunfar”, foi divulgado nesta segunda-feira, 30 de outubro.
De acordo com a Anistia, a situação nos EUA, onde ocorrerão 78 dos 104 jogos do torneio, é marcada por ações agressivas de agentes de imigração, como batidas e prisões em massa. A organização criticou a falta de garantias da FIFA e das autoridades americanas em relação à segurança dos torcedores, especialmente no que diz respeito a ações discriminatórias e vigilância excessiva nas redes sociais. O diretor do programa Justiça Econômica e Social da Anistia, Steve Cockburn, ressaltou que a proteção dos direitos dos torcedores deve ser uma prioridade urgente.
Além das preocupações com a imigração, a Anistia também levantou questões sobre a segurança de membros da comunidade LGBTQI+ durante o torneio. Segundo a organização, muitos poderiam se sentir ameaçados ao mostrar sua presença durante os jogos, tanto nos Estados Unidos quanto no México e no Canadá, onde também há restrições à liberdade de expressão e manifestação. A Copa do Mundo está marcada para acontecer entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, e é fundamental que ações sejam tomadas para garantir um ambiente seguro e inclusivo para todos os envolvidos.
Os torcedores interessados em acompanhar os jogos devem ficar atentos às informações sobre canais de transmissão e locais de venda de ingressos, que serão divulgadas em breve. Com a competição se aproximando, é crucial que as autoridades e a FIFA se comprometam a garantir a segurança e os direitos de todos os participantes.