Nesta segunda-feira (13), a World Aquatics anunciou que atletas da Rússia e de Belarus poderão competir com seus uniformes, bandeiras e hinos em eventos organizados pela entidade. Essa decisão marca uma mudança significativa, já que os competidores desses países foram banidos dos esportes internacionais após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, que teve apoio do território bielorrusso. Apesar de alguns atletas já terem sido autorizados a participar dos Jogos Olímpicos de Paris em 2024 como neutros, agora, a situação parece estar se flexibilizando.
A World Aquatics informou que mais de 700 testes antidoping foram realizados em atletas russos e bielorrussos, e eles só poderão competir se passarem por pelo menos quatro controles consecutivos e verificação de antecedentes. Husain Al Musallam, presidente da entidade, destacou que o foco continua em manter os conflitos fora das competições, garantindo que as piscinas e águas abertas sejam palcos de competições pacíficas entre atletas de diferentes nações.
Além disso, a decisão permite que Rússia e Belarus recuperem seus direitos como membros plenos da World Aquatics. O ministro do Esporte da Rússia, Mikhail Degtyarev, comemorou a determinação, afirmando que isso possibilitará que seus atletas competam em igualdade de condições. Dmitry Mazepin, da federação nacional de esportes aquáticos, mencionou que a Rússia agora pode se candidatar a sediar futuros campeonatos mundiais e europeus.
Para quem quiser acompanhar o próximo Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, ele acontecerá em Budapeste em 2027. Detalhes sobre ingressos e transmissões ainda devem ser divulgados, mas a expectativa é que os fãs possam ver de perto as competições em um ambiente mais inclusivo para todos os atletas.