A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados decidiu, nesta segunda-feira (13), não realizar a tradicional sabatina para os candidatos a ministros do Tribunal de Contas da União (TCU). Em vez disso, cada um dos sete indicados fará um discurso de 10 minutos. A mudança foi discutida previamente entre os líderes partidários e os candidatos, segundo o presidente da comissão, Merlong Solano (PT-PI), com o objetivo de acelerar o processo de votação.
O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) criticou a decisão, afirmando que ele e a indicada do seu partido, a deputada Adriana Ventura (SP), não foram incluídos no acordo. Ele argumentou que uma avaliação mais detalhada da idoneidade dos candidatos seria importante. O deputado Rubens Pereira Junior (PT-MA) complementou que a comissão deveria se restringir a uma análise de admissibilidade, em vez de seguir o formato tradicional de sabatina. Solano concordou em aumentar o tempo de fala dos deputados para quatro minutos após os discursos dos candidatos.
Durante a sessão, a deputada Soraya Santos (PL-RJ) destacou a condução da presidência, enquanto o deputado Danilo Forte (PP-CE) falou sobre suas propostas, que incluem o fortalecimento do Congresso. Ele relembrou sua atuação na criação da emenda individual impositiva, que buscou aumentar a autonomia do Parlamento em relação ao governo. Ao longo do dia, os candidatos também mobilizaram apoio, distribuindo materiais promocionais e instalando banners na Câmara.
O TCU, que tem a função de auxiliar o Congresso na fiscalização da execução orçamentária, é composto por nove ministros, sendo que seis são indicados pelo Congresso. A nova vaga foi aberta com a aposentadoria do ex-deputado Aroldo Cedraz. Após a análise da comissão, a votação secreta para a escolha do ministro ocorrerá no plenário nesta terça-feira (14) e ainda precisará da aprovação do Senado.