Na última semana, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) fez história ao eleger pela primeira vez mulheres para cargos de liderança. A desembargadora Silvia Rocha, que já atua na Justiça desde 1987, foi escolhida como corregedora-geral, enquanto Luciana Almeida Prado Bresciani assumiu a presidência da Seção de Direito Público. Ambas têm trajetórias que mostram como o cenário para mulheres na magistratura foi se transformando ao longo dos anos.
Rocha e Bresciani enfrentaram diversos obstáculos em suas carreiras, especialmente no início, quando o número de mulheres na magistratura era bem menor. Em 2025, as mulheres representavam 38% dos juízes ativos em São Paulo, mas ainda assim, esse número é inferior à proporção feminina na população, que é de 51%. Na segunda instância, apenas 17% dos desembargadores eram mulheres. Essa diferença levou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a implementar uma nova regra de alternância de gênero para as promoções, que começou a ser aplicada em 2024.
Para quem deseja acompanhar as discussões e decisões do TJ-SP, a recomendação é ficar atento às sessões que são transmitidas online no site do tribunal. Além disso, é possível acessar documentos e informações sobre os processos em andamento. O tribunal também disponibiliza canais de denúncia para que a população possa se manifestar sobre questões relacionadas à Justiça.
Com a nova gestão, as magistradas esperam que a presença de mulheres em posições de destaque continue aumentando. Elas reconhecem que a luta pela igualdade de gênero é um processo lento, mas afirmam que a visibilidade de mulheres em cargos de liderança é essencial para inspirar futuras gerações. A expectativa é de que, com o tempo, mais mulheres consigam romper as barreiras e ocupar espaços de poder no Judiciário.