Desde 2025, o governo Lula tem investido cerca de R$ 2 milhões em influenciadores digitais e artistas para campanhas publicitárias. O comando da Secom (Secretaria de Comunicação Social) está sob responsabilidade de Sidônio Palmeira. Entre os maiores pagamentos estão os R$ 470 mil recebidos pela atriz Dira Paes para promover o programa Celular Seguro e os R$ 310 mil pagos ao carnavalesco Milton Cunha para divulgar o Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. Ao todo, 55 influenciadores receberam entre R$ 1.000 e R$ 124,9 mil para criar conteúdos sobre ações do governo.
A Secom argumenta que essa estratégia é uma resposta às mudanças nos hábitos de consumo de mídia dos brasileiros, que têm passado mais tempo nas redes sociais. Além disso, a secretaria destaca que esses influenciadores são pagos com verbas de produção das campanhas e através de agências contratadas. O governo anterior, de Jair Bolsonaro, também utilizou influenciadores entre 2019 e 2021, mas acabou suspendendo a prática após questionamentos sobre a produção de conteúdo relacionado à Covid-19.
Os valores pagos foram acessados por meio da Lei de Acesso à Informação. Em um cenário em que a Secom direcionou mais de 30% do seu orçamento publicitário para plataformas digitais, isso representa uma mudança significativa em relação à gestão anterior, que alocava cerca de 20%. Os canais digitais receberam R$ 234,8 milhões de um total de R$ 681 milhões em anúncios no último ano.
Para quem deseja acompanhar as atividades da Secom e as campanhas, é possível acessar informações por meio do site oficial do governo e dos canais de comunicação disponíveis. Em termos de próximos passos, a Secom continua a abrir espaço para novos influenciadores no sistema Midiacad, onde é necessário apresentar dados sobre o alcance nas redes sociais.