Nos últimos dias, o presidente Lula e aliados têm criticado o Supremo Tribunal Federal (STF) em resposta ao escândalo do Banco Master, que afetou a imagem da corte entre os eleitores. Esse caso foi aproveitado por setores da direita que já criticavam o tribunal. Para tentar evitar que seus adversários usem o escândalo em benefício próprio nas eleições, Lula sugeriu a alteração da Constituição para definir melhor os critérios de indicação dos ministros do STF e até falou sobre a possibilidade de estabelecer mandatos para esses integrantes.
Senadores próximos a Lula, liderados por Renan Calheiros, estão discutindo uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que regulamente as ações dos ministros do Supremo. Contudo, o presidente teme que essa iniciativa possa ser manipulada pela oposição, facilitando, por exemplo, um possível impeachment de ministros. Recentemente, o governo havia proposto uma PEC sobre segurança pública que acabou sendo alterada durante a tramitação. Apesar das hesitações, Lula tem demonstrado interesse em entender como outros países lidam com a supervisão das condutas de juízes, buscando informações sobre projetos semelhantes.
Embora Lula tenha evitado críticas abertas ao STF por meses, ele reconhece a necessidade de abordar a crise já debatida na sociedade. A pressão popular por uma maior regulamentação do Judiciário se tornou um tema relevante. Em entrevista, Lula afirmou que é fundamental ter uma definição clara na Constituição sobre as exigências para os ministros do STF, questionando se deveriam ou não ter mandatos. O presidente do PT, Edinho Silva, e outros aliados também se manifestaram a favor de discutir reformas no Judiciário para prevenir falhas. Para acompanhar as discussões sobre essa proposta, o público pode acessar os canais oficiais do Congresso e acompanhar as sessões que tratam do tema.