O Ministério Público de São Paulo decidiu desistir de uma ação civil pública contra o influenciador digital Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark. A acusação era de antissemitismo, relacionada a uma declaração feita há quatro anos durante um episódio do Flow Podcast, que ele apresentava na época. Monark afirmou que defendia a legalização de um partido nazista no Brasil, o que gerou grande polêmica e até sua saída do programa.
Na ação, a Promotoria de Direitos Humanos buscava uma indenização de R$ 4 milhões por danos morais coletivos. O promotor Marcelo Otavio Camargo Ramos, no entanto, declarou em março que a ação não deveria prosseguir. Ele destacou a importância de combater o antissemitismo, especialmente no contexto da guerra entre Israel e outros países do Oriente Médio, mas concluiu que as falas de Monark não configuravam crime, pois se enquadravam na liberdade de expressão. O promotor também lembrou que Monark se posicionou contra o nazismo durante o próprio debate no podcast.
Após o episódio, Monark se mudou para os Estados Unidos e retornou ao Brasil no ano passado, recuperando o acesso às suas redes sociais, que haviam sido suspensas por decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, em razão de declarações que questionavam a Justiça Eleitoral. Para quem quiser acompanhar as discussões sobre o tema, é possível acessar as redes sociais de Monark e os canais de notícias que cobrem política e direitos humanos.
Os próximos passos em questões relacionadas à liberdade de expressão e suas implicações legais ainda estão em pauta, com possíveis debates e audiências públicas sendo esperados nas próximas semanas.