Gabriele Gravina, presidente da FIGC (Federação Italiana de Futebol), anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (2), após o fracasso da seleção italiana em mais uma repescagem europeia. A Itália, tetracampeã mundial, ficou de fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva. O time foi eliminado após perder nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina, com um empate de 1 a 1 durante os 120 minutos e uma derrota de 4 a 1 nas penalidades, em partida realizada na última terça-feira (31) em Zenica.
Gravina, que estava à frente da FIGC desde 2018, enfrentou críticas intensas, especialmente após a derrota. Sob sua gestão, a seleção italiana conquistou a Eurocopa em 2021, mas sua performance na edição de 2024 foi decepcionante, com a Azzurra sendo eliminada nas oitavas de final. O ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi, pediu a saída de Gravina, enfatizando a necessidade de uma renovação na diretoria da federação. Giovanni Malagò, ex-presidente do Comitê Olímpico Italiano, é um dos nomes cogitados para assumir o cargo.
Além de Gravina, o técnico Gennaro Gattuso, que assumiu o comando da seleção em junho de 2025, também pode deixar o cargo, conforme rumores na imprensa. Gianluigi Buffon, ex-goleiro da seleção, já pediu demissão do cargo de gerente-geral. O novo presidente da FIGC terá a difícil missão de encontrar um novo treinador e acelerar os preparativos para a Eurocopa de 2032, que será realizada em conjunto com a Turquia. A UEFA também pressionou por melhorias nos estádios italianos, considerados entre os piores da Europa, sob a ameaça de retirar o torneio continental do país.