Os italianos acordaram desanimados nesta quarta-feira, dia 1º, após a seleção nacional ser eliminada mais uma vez da Copa do Mundo. Foi a terceira vez consecutiva que a Azurra ficou de fora do torneio, o que levou o jornal Corriere della Sera a chamar essa sequência de “a maldição da Copa do Mundo”. Desde a conquista do tetracampeonato em 2006, na Alemanha, a equipe venceu apenas uma partida em Copas, em 2014, contra a Inglaterra, por 2 a 1. O último resultado decepcionante ocorreu na repescagem, onde a Itália perdeu para a Bósnia nos pênaltis, com um placar de 4 a 1, após um empate em 1 a 1 no tempo normal.
A partida em Roma deixou muitos torcedores frustrados. Davide Caladretta, que assistiu ao jogo em um bar, ficou chocado com a performance da equipe: “Tudo foi ruim desde o começo. O time não foi bem. Não faz sentido”, declarou. Já a torcedora Melanie Cardillo expressou sua tristeza: “Mesmo quando você está decepcionado, você tem esperança. E essa é a terceira vez seguida”. A Itália não participa de uma Copa desde 2014, quando foi eliminada na fase de grupos, e agora observa a Bósnia, que também participou da Copa daquele ano, se classificar para o Mundial deste ano, ao lado de Canadá, Qatar e Suíça.
Após a derrota, o goleiro Gianluigi Donnarumma compartilhou sua decepção nas redes sociais, enfatizando a necessidade de reconstruir a equipe e voltar a lutar por um lugar de destaque. A eliminação gerou um clima de insatisfação no país, levando partidos políticos a pedirem a renúncia do presidente da Federação Italiana de Futebol, Gabriele Gravina. O ministro do Esporte, Andrea Abodi, classificou a situação como uma “derrota definitiva” e ressaltou a urgência de uma reforma no futebol italiano. Russell Crowe também se manifestou, lamentando a situação e questionando como um país com tanto talento pode passar por isso. O futuro da seleção agora depende de um replanejamento e dos próximos compromissos.