Nesta quarta-feira (8), o Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniu para discutir o processo de escolha do futuro governador-tampão do Rio de Janeiro. Os ministros vão decidir se a eleição será direta, com voto popular, ou indireta, através da Assembleia Legislativa. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou a favor do voto direto, apontando que a renúncia do ex-governador Cláudio Castro na véspera do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode ter sido uma estratégia para evitar essa eleição.
O assunto ganhou destaque em 2020, quando o STF impôs regras para operações policiais em comunidades do Rio. Além disso, a prisão do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e os julgamentos de Domingos e Chiquinho Brazão, condenados pela morte da vereadora Marielle Franco, mostram a influência do STF na política fluminense. O ministro Flávio Dino, em seu voto, ressaltou a necessidade de eleições diretas, citando a recente condenação de Castro como um fator que legitima essa escolha.
Para quem quer acompanhar o desenrolar dessa situação, as sessões do STF são transmitidas ao vivo pela TV Justiça e pelo site oficial do tribunal. Além disso, o cidadão pode acessar documentos e informações sobre as decisões através do portal do STF. A expectativa é que a definição sobre quem ficará à frente do governo do estado ocorra em breve, com o STF analisando também a permanência do desembargador Ricardo Couto como governador interino até a realização das eleições. A próxima data viável para o pleito direto, segundo o calendário do TSE, é 21 de junho, e a discussão sobre a lei que regula as eleições indiretas também continua em pauta.