O Supremo Tribunal Federal (STF) pode decidir nesta quarta-feira (8) se as eleições para um governador-tampão no Rio de Janeiro serão diretas ou indiretas, após a cassação de Cláudio Castro (PL). O cenário está sendo comparado ao que ocorreu em Tocantins em 2018, quando o ex-governador Marcelo Miranda foi cassado. Se o STF optar por eleições diretas, o novo governador poderá ser diplomado na mesma semana em que será escolhido como candidato à reeleição. Até agora, quatro ministros já se mostraram favoráveis ao voto popular.
Entre os possíveis candidatos, Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio, confirmou que vai disputar o mandato-tampão caso a eleição seja direta. O deputado estadual Douglas Ruas (PL) também manifestou interesse em concorrer independentemente do formato da eleição. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já reservou duas datas para eleições suplementares neste ano: 17 de maio e 21 de junho. Especialistas acreditam que a votação pode ser marcada para a segunda data, considerando os prazos eleitorais.
Se o STF decidir por eleições diretas, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) terá 14 dias para publicar a resolução e seguir o calendário, que deve ter um intervalo de 60 dias para a realização da eleição. As convenções partidárias para escolher os candidatos ao mandato-tampão devem ocorrer a partir de 27 de abril. O novo governador, se escolhido, poderá assumir e já ser indicado para a reeleição na mesma semana. A disputa para o governo do estado pode se estender até 25 de outubro, quando ocorrem as eleições gerais.
Para acompanhar a tramitação e a agenda de votação, a população pode acessar os canais oficiais do TRE-RJ e também acompanhar as sessões e audiências públicas que discutem o tema. A decisão do STF será crucial para definir os próximos passos no cenário político do Rio de Janeiro.