O ex-ministro Márcio França, do PSB, anunciou que é pré-candidato ao Senado por São Paulo, o que gerou reações na federação PSOL-Rede. Segundo Juliano Medeiros, presidente nacional da federação, França é uma figura importante, mas a federação, que conta com mais deputados federais que o PSB no estado, precisa ter sua representação. Por isso, eles apresentaram o nome da ministra Marina Silva para uma das vagas no Senado.
Atualmente, a federação possui 6 deputados federais em São Paulo, enquanto o PSB tem apenas 2. Na Assembleia Legislativa, a situação é similar, com 5 deputados do PSOL e 4 do PSB. Apesar de ter considerado deixar a Rede por desavenças internas, Marina decidiu permanecer no partido. Medeiros acredita que é possível encontrar uma solução que beneficie Lula e Fernando Haddad em São Paulo. O argumento da federação é que conceder ambas as vagas ao PSB seria desproporcional, sendo que a outra vaga já está prometida à ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet.
Em uma entrevista à Folha, Marina comentou que não vê a disputa interna como um problema sério e que, independentemente de ser candidata ou não, vai apoiar a campanha de Lula e Haddad. Para quem deseja acompanhar a situação, as sessões da Assembleia Legislativa de São Paulo podem ser acompanhadas online, e existem canais de denúncia e contato oficial disponíveis na página da Casa. Os próximos passos incluem a tramitação das candidaturas e agendas de votação que devem acontecer em breve.